Celebro a vida, sofro em poemas, choro com músicas, alegro-me com as verdadeiras proximidades, me entristeço com os artíficios, mentiras e falsidades, mas quem não passa por eles? Prefiro que você não os use, isso não me conquista! Afaste-se se você precisa deles para ser alguém pra mim…
Deixo-te livre para me ver como sua imaginação quer, deixo-te livre para me ler nas entrelinhas, mas a interpretação é sua, pode ser apenas sua… Não queira que sua imaginação seja a minha verdade, você pode estar tremendamente equivocado (a)!… Há algo em mim que não pertece à sua interpretação…
Há algo a descobrir de si mesmo (a), posso ser um caminho, mas não ser o mais correto…
Também sei dizer NÃO!Existe o não….
As vezes o que está oculto nem sempre é proibido, às vezes é simplesmente comedido, estável…
O que não é ambíguo?!… Não ser as peças (gratas) surpresas que fazem nossos olhos se espantarem, o ademais já é esperado. Ainda bem que há surpresas. Graças que nos surpreendemos com o inesperado, com aquela sensação do: ‘E agora?!’…
O ciclo de nossas idas e voltas estão calcadas no sair do comum. Talvez seja por isso que tantas pessoas querem se apaixonar, viver aquele “sentimento” de ficar aéreo (a), pensando 25h por dia em uma só pessoa. Imaginando (delirando) situações, e as reações diante delas. “Que me tome nos braços, que me beije, que… que… que… que….” Já até visualizamos o final feliz… Figuras de um cenário, sem contar com alguns detalhes….(…)!!!
Nossos livros estão sendo escritos, nem com tantos finais felizes, nem com tantas desilusões. Prontos para outra? Sim, afinal as expectativas mudam o foco. Ficam lembranças. É Nietzsche, tens razão: “... Pode-se prometer atos, mas nunca sentimentos….” . O que são sentimentos e o que são expectativas? Expectáveis?… Sentimentos são intelectualizados, internos, mais elaborados, todos somos capazes de sentir (não me lembro de ter lido ser promessa de para sempre). Então, por que temos que nos culpar tanto quando deixamos de sentir? Ops, falha no sistema Límbico.
Nãooo, voltemos à poesia. Isso é racional demais! Sendo expecativas expectáveis, ou não… Que possamos respirar e transpirar em verdade nossas situações, relações (sentimentos).
Aquela dor que parece não ter fim… Aquele momento que parece interminável, ou aquela sensação inexplicável de ser feliz………………………

A emoção e excitação que não vêm de estimular e ser estimulado, mas do conhecer e ser conhecido, são muito raras. A maioria de nós, em relacionamentos compromissados e estáveis, opta por previsibilidade, conforto e companheirismo porque tememos explorar os mistérios que possuímos juntos como homem e mulher, tememos expor nossos eus mais profundos. Ainda assim, com medo do desconhecido em nós e entre nós, ignoramos e evitamos o mesmo presente que o compromisso põe a nosso alcance: a intimidade verdadeira.
Robin Norwood, no livro Mulheres que amam demais, p.61.
Cele
brando aos adolescentes que fomos um dia!
Hoje almocei com um amigo em um restaurante indiano, no meio das comidas vatta, pitta, kapa e sei lá mais o quê, com direito a suco de manga com iorgute e cardamono que eu não sei o nome, ele me contou sobre um encontro com os amigos da época em que ele fazia o 2º colegial. Essas pessoas não se viam há 19 anos. Ai, perdido em lembranças, ele arrematou, é dificil julgar qualquer coisa que aconteceu nessa época da nossas vidas, tudo era muito intenso. Nós achavámos que poderíamos mudar tudo. Que nada, nem ninguém poderia nos deter. Achavámos que sabíamos tudo.
E acho que sabíamos mesmo. E com o tempo, esquecemos. O jeito é achar brechas nas pessoas "sensatas" que nos tornamos e fazer uma visita às pessoas sábias que éramos. Fiquei pensando no adolescente que eu fui. E senti um amor imenso por aquele menino idealista, sentimental, romântico, com certos problemas como qualquer adolescente, mas com a certeza de que tudo daria certo. Queria conversar com ele, e pedir para que ele não fosse tão racional em determinados momentos, que fosse até um pouco insensato em outros, que não fizesse o que os outros esperavam dele. - Por favor, faça o que seu coração manda! Suplicaria. Mas como adolescente não ouve ninguém, lógico que eu não seria ouvido. Hoje, sentados um ao lado do outro, lamentamos...
Deve ser assim...
Era um dia de chuva, de muita chuva e certo frio. Diferente daquele dia de sol. Mas era um dia de esclarecimentos.
Sim, de claridade só possível na antevéspera de domingo. Clarice Lispector escreveu certa vez que a "... desistência também é um tipo de salvação...". E, eu completo, encerrar algo também significa começar tudo de novo, de uma outra maneira!
Mais uma vez: "morrer pra germinar" (mas pq será que achei que dessa vez podia ser diferente quando, logo de cara, no primeiro pensamento, eu percebi que não era?! Pq terei sido cruel comigo mesmo esse tempo todo?! São perguntas que vão ficar sem respostas. Pelo menos por enquanto!).
Voltei a escrever, depois de certo tempo. Mas agora continuarei a estar refletido nas entrelinhas, como nas outras vezes. Que isso fique claro! Hoje uma nova etapa começa pra mim em muitos aspectos. E vou precisar de certa decisões para arrumar as minhas idéias. Assim estou com os meus erros e acertos... afinal, não é disso que a vida é feita?
P.S.: Eu juro solenemente que não vou beber de novo! Nunca mais!






Por entre linhas...
Foi assim... Não. Não posso falar de amor desse jeito, sem pompa ou circunstancia... Tudo começou e terminou quando o ônibus andou o território imenso, como nau desbravando outros oceanos. Eu estava com medo daquela velha senhora, de quase 472 anos, que me olhava feito moça. E ela era assim: contraditória. Suas muitas fases me faziam mágico, me fazia manco, me fazia novo. Recife de tantos amores perdidos, minha mãe adotiva, minha musa...
O que dizer de um caso de amor assim? de sintonia tão fina que me faz poeticamente perdido na cidade (como que não acreditando em tamanha cumplicidade) de uma sedução sem nome, de um beijo no asfalto, de um gosto... De um afeto melhor que um dia de chuva, que um dia de sol!
Nossa descoberta deu certo, nossa pressa nos move ávidos, nossa busca encontra, finalmente, um pote de ouro: nossa face. Me vejo refletido em teu espelho e por isso, agora calo!. Quero ser digno do seu amor, senhora de 472 anos de sol eterno...
Traduzir...
Não se deve subjetivar tanto, isso fica a cargo dos poetas, alguns já morreram e eternizaram seus subjetivos. Eu, fico à merce de interpretações, que por vezes são lastimáveis… outras respiro, vivo!…
A pura arte e a as vezes a ciência, me faz escrever e o meu maior desejo é chegar às almas que me lêem! Me vejam apenas como um ser humano cheio de sonhos, desejos, medos… Absolutamente capaz de viver e sentir cada um deles em sua mais plena intensidade! Nada mais… Perdoem os meus pecados! A minha arte transpira… Eu me entrego nessas entrelinhas! Mas, sua interpretação pode ser oposta à minha verdade! Corro esse risco….
Ingenuidade querer/almejar a pureza de outrem! Se sou pequeno e ingênuo, eu vejo/sinto/expresso… Entretanto, nem quero inspirar a beleza dos grandes escritores… eles me inspiram… Se eu os fosse interpretar…
Sou e transpareço parte da minha identidade de ser em movimento… Meu espaço, meu direito! Não o julgamento daqueles que não me conhecem, mas me vêem através de si como se eu fosse eles, elas…
Sou um ser simples, que ama os próximos, os distântes e até aqueles que não conheço mas que em algum lugar devem estar, vejo além da máscara… Mas, sou um ser complexo de ser amado! Sê bem vindo (a) se querem me encontrar além das luzes… Eu sou um desafio!
Celebro a vida, sofro em poemas, choro com músicas, alegro-me com as verdadeiras proximidades, me entristeço com os artíficios, mentiras e falsidades, mas quem não passa por eles? Prefiro que você não os use, isso não me conquista! Afaste-se se você precisa deles para ser alguém pra mim…
Deixo-te livre para me ver como sua imaginação quer, deixo-te livre para me ler nas entrelinhas, mas a interpretação é sua, pode ser apenas sua… Não queira que sua imaginação seja a minha verdade, você pode estar tremendamente equivocado (a)!… Há algo em mim que não pertece à sua interpretação…
Há algo a descobrir de si mesmo (a), posso ser um caminho, mas não ser o mais correto…
Também sei dizer NÃO!Existe o não….
As vezes o que está oculto nem sempre é proibido, às vezes é simplesmente comedido, estável…
O que não é ambíguo?!… Não ser as peças (gratas) surpresas que fazem nossos olhos se espantarem, o ademais já é esperado. Ainda bem que há surpresas. Graças que nos surpreendemos com o inesperado, com aquela sensação do: ‘E agora?!’…
O ciclo de nossas idas e voltas estão calcadas no sair do comum. Talvez seja por isso que tantas pessoas querem se apaixonar, viver aquele “sentimento” de ficar aéreo (a), pensando 25h por dia em uma só pessoa. Imaginando (delirando) situações, e as reações diante delas. “Que me tome nos braços, que me beije, que… que… que… que….” Já até visualizamos o final feliz… Figuras de um cenário, sem contar com alguns detalhes….(…)!!!
Nossos livros estão sendo escritos, nem com tantos finais felizes, nem com tantas desilusões. Prontos para outra? Sim, afinal as expectativas mudam o foco. Ficam lembranças. É Nietzsche, tens razão: “... Pode-se prometer atos, mas nunca sentimentos….” . O que são sentimentos e o que são expectativas? Expectáveis?… Sentimentos são intelectualizados, internos, mais elaborados, todos somos capazes de sentir (não me lembro de ter lido ser promessa de para sempre). Então, por que temos que nos culpar tanto quando deixamos de sentir? Ops, falha no sistema Límbico.
Nãooo, voltemos à poesia. Isso é racional demais! Sendo expecativas expectáveis, ou não… Que possamos respirar e transpirar em verdade nossas situações, relações (sentimentos).
Aquela dor que parece não ter fim… Aquele momento que parece interminável, ou aquela sensação inexplicável de ser feliz………………………




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